Rafael Targino
Em São Paulo
Um estudo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) mostra que 3,4 milhões de jovens brasileiros entre 18 e 24 não estudam e tampouco trabalham. Isso é mais do que toda a população do Estado do Rio Grande do Norte, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Esse contingente representa 14,6% do total de 23,2 milhões de jovens da época referência da pesquisa –baseada na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2008. O estudo foi publicado no começo deste ano no boletim “Na Medida”, disponível no site do Inep.
O percentual de jovens “desocupados”, que não estudam e não trabalham, vem se mantendo constante desde 2001 –sempre em torno dos 15%. No entanto, o número dos que não trabalham, mas estudam, vem caindo aos poucos: saiu de 12,6% em 2001 e chegou a 10,5% em 2008.
No mesmo período, houve aumento na fatia dos jovens que terminaram o ensino médio, mas não se interessaram pelo ensino superior. No ano-recorte da pesquisa, esse número significa cerca de 1,2 milhão de pessoas. A maioria delas, mulheres: 43,5% das jovens eram casadas e, dentro desse percentual, 68,4% tinham pelo menos um filho.
Segundo o Inep, parte da “inatividade” dessas mulheres significa que essa ausência pode ser temporária, já que boa parte dos filhos são pequenos. Entre os homens, o cenário é inverso: quase todos (95%) são solteiros e, desse total, 66% moram com os pais.
Para Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco, um dos problemas é que o ensino médio não se torna interessante para os alunos –e não os estimula a continuar nos estudos.
“Numa sociedade agrícola, bastava quatro anos de escolaridade para as novas gerações. Numa sociedade industrial, oito anos. Na moderna sociedade do conhecimento, ou você tem 11 anos ou não tem chance nenhuma”, diz. “Um bom ensino médio garante o passaporte mínimo no mercado de trabalho ou continuidade nos estudos.”
Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/04/06/no-brasil-34-milhoes-de-jovens-entre-18-e-24-anos-nao-trabalham-nem-estudam.jhtm
terça-feira, 12 de abril de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Concurso em Comemoração ao Dia Mundial da Água e Dia Florestal Mundial:
"Você acha que a água é importante para a floresta ou a floresta é importante para a água?" Com base na sua opinião, redija um texto de 8 a 10 linhas, utilizando a fonte Arial 10.
Os textos deverão ser enviados,impreterivelmente, até o dia 24/03/11, para as páginas do Orkurt e Facebook da FARO .
O(s) melhor(es) texto(s) seráo premiado(s), no dia 26/03/11, no período da manhã, no CEAVAP. Aguarde a programação especial para o dia 26/03/11, em nossas redes sociais.
O prêmio para o(s) vencedor(es) será uma Mochila e um Bloco, com caneta da FARO.
Premiação: Abaixo de 70 participantes - 01 prêmio
Entre 71 e 100 participantes - 02 prêmios
Acima de 101 participantes - 03 prêmios
Poderão participar do concurso todos os alunos, regularmente matriculados, na FARO e EFBV.
Boa Sorte!
Os textos deverão ser enviados,impreterivelmente, até o dia 24/03/11, para as páginas do Orkurt e Facebook da FARO .
O(s) melhor(es) texto(s) seráo premiado(s), no dia 26/03/11, no período da manhã, no CEAVAP. Aguarde a programação especial para o dia 26/03/11, em nossas redes sociais.
O prêmio para o(s) vencedor(es) será uma Mochila e um Bloco, com caneta da FARO.
Premiação: Abaixo de 70 participantes - 01 prêmio
Entre 71 e 100 participantes - 02 prêmios
Acima de 101 participantes - 03 prêmios
Poderão participar do concurso todos os alunos, regularmente matriculados, na FARO e EFBV.
Boa Sorte!
terça-feira, 15 de março de 2011
Usinas terão sistema de segurança automático no Brasil, diz ministério
14/03/2011 18h44 - Atualizado em 15/03/2011 15h03
Quatro novas usinas usarão modo de emergência sem intervenção humana.
É cedo para saber se tragédia mudará plano brasileiro, dizem especialistas.
Tahiane Stochero e Mariana Oliveira Do G1, em São Paulo
As quatro novas usinas nucleares que deverão ser construídas no país até 2030 terão um sistema de segurança superior aos empregados em Angra 1 e 2, no Rio de Janeiro, nas usinas japonesas que sofreram explosões após o terremoto, e até mesmo em Angra 3, ainda em construção, segundo Laercio Antonio Vinhas, diretor de Radioproteção e Segurança Nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão do Ministério de Ciência e Tecnologia que planeja e fiscaliza o uso da energia no Brasil.
“As nossas novas usinas terão reatores de terceira geração, uma categoria mais avançada de segurança e que possui um sistema passivo de emergêncais, sem intervenção humana ou que outros sistemas de emergência sejam acionados. São usinas do novo século, similares às de Alemanha e Estados Unidos”, diz ele.
"Este novo sistema de terceira geração trabalha incorporando elementos de segurança passiva avançados para evitar acidentes”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Edson Kuramoto.
Segundo o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro Aquilino Senra, o sistema de terceira geração pode ser considerado automático, pois o resfriamento do reator independe de alimentação elétrica externa e interna.
As usinas brasileiras hoje usam sistemas de segunda geração de segurança, em que há dispositivos de reserva que aliviam a pressão sobre o reator, conforme Kuramoto. Há também outro sistema de emergência, que funciona com bombas injetoras de baixa e alta pressão.
“O que aconteceu no Japão foi algo inusitado, pois os sistemas de refrigeração de emergência, que são geradores a diesel, são acionados e operaram, mas depois o tsunami danificou-os. Isso não aconteceria aqui no Brasil, pois temos proteção para estes geradores e o risco de ocorrer um tsunami quase inexiste”, afirma Vinhas.
As usinas brasileiras hoje usam sistemas de segunda geração de segurança, em que há dispositivos de reserva que aliviam a pressão sobre o reator, conforme Kuramoto. Há também outro sistema de emergência, que funciona com bombas injetoras de baixa e alta pressão.
“O que aconteceu no Japão foi algo inusitado, pois os sistemas de refrigeração de emergência, que são geradores a diesel, são acionados e operaram, mas depois o tsunami danificou-os. Isso não aconteceria aqui no Brasil, pois temos proteção para estes geradores e o risco de ocorrer um tsunami quase inexiste”, afirma Vinhas.
Antes da construção de usinas nucleares, a CNEN exige um levantamento sobre os riscos que a planta poderá estar exposta e que haja proteção redobrada em todos os casos. “Calculamos os riscos de eventos externos em cada região. As usinas de Angra, por exemplo, pedimos proteção contra cismos, tsunamis, ventos fortes, tornado e até mesmo a explosão de um caminhão carregado de dinamite na rodovia Rio-Santos”, diz Vinhas.
“As usinas de Angra podem aguentar terremotos de até 6,5 graus na escala Richter e tsunamis com ondas de até 7 metros, pois foi incorporado no projeto uma barreira de pedras na costa, de frente para o mar. Melhorias em segurança podem ainda serem feitas, mas todos os critérios são analisados sobre quais as possibilidades que isso pode ocorrer por aqui”, diz Guilherme Camargo, engenheiro nuclear e diretor da Aben.
A Eletronuclear, empresa que administra a energia nuclear no país, possui um planejamento para a construção de pelo menos mais quatro usinas até 2030, com potência de 1.000 MW cada. A previsão, segundo a assessoria de imprensa da Eletronuclar, é de que duas sejam construídas no Nordeste e duas no Sudeste, mas a definição dos locais dependerá de questões políticas. Um estudo concluído pela empresa no final do ano passado será apresentado à presidente Dilma Roussef até metade de 2011 apontando 40 cidades com áreas estudadas e que podem receber uma usina nuclear.
No Nordeste, os estudos apontaram as margens do Rio São Francisco como a melhor opção para construção da próxima usina nuclear no país, segundo a Eletronuclear, quando foram identificados dois sítios potenciais nas regiões do médio e baixo São Francisco.
“As usinas de Angra podem aguentar terremotos de até 6,5 graus na escala Richter e tsunamis com ondas de até 7 metros, pois foi incorporado no projeto uma barreira de pedras na costa, de frente para o mar. Melhorias em segurança podem ainda serem feitas, mas todos os critérios são analisados sobre quais as possibilidades que isso pode ocorrer por aqui”, diz Guilherme Camargo, engenheiro nuclear e diretor da Aben.
A Eletronuclear, empresa que administra a energia nuclear no país, possui um planejamento para a construção de pelo menos mais quatro usinas até 2030, com potência de 1.000 MW cada. A previsão, segundo a assessoria de imprensa da Eletronuclar, é de que duas sejam construídas no Nordeste e duas no Sudeste, mas a definição dos locais dependerá de questões políticas. Um estudo concluído pela empresa no final do ano passado será apresentado à presidente Dilma Roussef até metade de 2011 apontando 40 cidades com áreas estudadas e que podem receber uma usina nuclear.
No Nordeste, os estudos apontaram as margens do Rio São Francisco como a melhor opção para construção da próxima usina nuclear no país, segundo a Eletronuclear, quando foram identificados dois sítios potenciais nas regiões do médio e baixo São Francisco.
Sistema brasileiro é diferente ao de usinas com problemas
A preocupação com a segurança nuclear vem à tona após o terremoto e o tsunami no Japão deixarem em alerta três usinas, em especial o complexo de Fukushima, que foi gravemente danificada pelo terremoto, pelo tsunami e foi alvo de explosões.
A preocupação com a segurança nuclear vem à tona após o terremoto e o tsunami no Japão deixarem em alerta três usinas, em especial o complexo de Fukushima, que foi gravemente danificada pelo terremoto, pelo tsunami e foi alvo de explosões.
Na usina, localizada na costa nordeste a 200 km de Tóquio, técnicos estão injetando água do mar nos reatores para tentar controlar a temperatura, já que o superaquecimento pode provocar novas explosões.
Os especialistas ouvidos pelo G1 apontam ser cedo para o governo realizar mudanças em seu planejamento no emprego da energia nuclear após o acidente no Japão, mas todos acreditam que a tragédia na Ásia irá gerar estudos e aperfeiçoamentos na questão de proteção aos geradores de diesel usados para resfriar o reator de urânio quando há falta de energia, um dos problemas em Fukushima.
Segundo o professor Aquilino Senra, a usina de Angra 2 possui quatro geradores a diesel reservas, enquanto que Fukushima, no Japão, tinha apenas dois, que foram danificados pelo tsunami. “Em uma situação em que a energia é cortada, o reator é desligado automaticamente e os geradores a diesel são acionados”, diz.
“Quando tivemos um blecaute no Rio (em novembro de 2009), houve queda da energia elétrica externa, como houve no Japão, mas os geradores de Angra 2 deram conta”, acrescenta Laercio Antonio Vinhas, da Comissão Nacional de Energia Nuclear.
Outra diferença das usinas brasileiras e japonesas é o sistema de geração de energia. Enquanto as usinas com problemas no Japão empregam o sistema Boiling Water Reactor (BWR), de reator com água fervente, todas as usinas brasileiras e as novas que serão construídas empregam o sistema Pressure Water Reactor (PWR), de reatores de água a pressão. No sistema BWR, a água pressurizada ferve e o vapor fica dentro do núcleo do reator, enquanto que no PWR, a água pressurizada não ferve e o vapor entra em um circuito independente.
“No sistema PWR há um circuito com maior número de barreiras contra liberação de radioatividade para o meio ambiente”, diz o professor.
Os especialistas ouvidos pelo G1 apontam ser cedo para o governo realizar mudanças em seu planejamento no emprego da energia nuclear após o acidente no Japão, mas todos acreditam que a tragédia na Ásia irá gerar estudos e aperfeiçoamentos na questão de proteção aos geradores de diesel usados para resfriar o reator de urânio quando há falta de energia, um dos problemas em Fukushima.
Segundo o professor Aquilino Senra, a usina de Angra 2 possui quatro geradores a diesel reservas, enquanto que Fukushima, no Japão, tinha apenas dois, que foram danificados pelo tsunami. “Em uma situação em que a energia é cortada, o reator é desligado automaticamente e os geradores a diesel são acionados”, diz.
“Quando tivemos um blecaute no Rio (em novembro de 2009), houve queda da energia elétrica externa, como houve no Japão, mas os geradores de Angra 2 deram conta”, acrescenta Laercio Antonio Vinhas, da Comissão Nacional de Energia Nuclear.
Outra diferença das usinas brasileiras e japonesas é o sistema de geração de energia. Enquanto as usinas com problemas no Japão empregam o sistema Boiling Water Reactor (BWR), de reator com água fervente, todas as usinas brasileiras e as novas que serão construídas empregam o sistema Pressure Water Reactor (PWR), de reatores de água a pressão. No sistema BWR, a água pressurizada ferve e o vapor fica dentro do núcleo do reator, enquanto que no PWR, a água pressurizada não ferve e o vapor entra em um circuito independente.
“No sistema PWR há um circuito com maior número de barreiras contra liberação de radioatividade para o meio ambiente”, diz o professor.
Geração de energia nuclear cresceEm 2010, a geração de energia nuclear no Brasil subiu 12% em relação ao ano anterior. A geração de energia hidrelétrica, por sua vez, cresceu 2%. No entanto, a energia nuclear representa apenas 2% do sistema elétrico nacional, enquanto a hidrelétrica representa mais de 70%. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o maior crescimento da energia nuclear ocorreu porque as usinas operaram com a capacidade máxima disponível, o que não ocorreu com as hidrelétricas.
Atualmente são duas as usinas nucleares em funcionamento no Brasil - Angra 1 e Angra 2. A usina Angra 3 está em construção e deve começar a operar em 2015. Com isso, a capacidade instalada de energia nuclear subirá 70%.
Urânio
Além de energia elétrica, o urânio produzido pelo Brasil também é aplicado em medicina, agricultura, indústrias (principalmente a farmacêutica) e pesquisas. conforme a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), estatal que manipula o urânio no país, 96% do urânio vai para geração de energia e o restante para as outras áreas.
Atualmente são duas as usinas nucleares em funcionamento no Brasil - Angra 1 e Angra 2. A usina Angra 3 está em construção e deve começar a operar em 2015. Com isso, a capacidade instalada de energia nuclear subirá 70%.
Urânio
Além de energia elétrica, o urânio produzido pelo Brasil também é aplicado em medicina, agricultura, indústrias (principalmente a farmacêutica) e pesquisas. conforme a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), estatal que manipula o urânio no país, 96% do urânio vai para geração de energia e o restante para as outras áreas.
Pela Constituição, só o governo federal pode manipular o urânio no país. Atualmente, há uma única mina de urânio no país, chamada de Caetité, na cidade de mesmo nome, na Bahia. A INB também faz o refinamento do urânio. A única usina de enriquecimento de urânio no Brasil fica na cidade de Rezende (RJ) e também é controlada pela INB. Depois do enriquecimento, o urânio vai para as usinas de Angra 1 e Angra 2 para a geração de energia elétrica.
terça-feira, 1 de março de 2011
Pesquisa revela que Engenharia de Petróleo é a carreira mais promissora. Engenharia Ambiental ficou em 2º lugar.
Posted: 20 Feb 2011 06:17 AM PST
A maioria dos empresários brasileiros tem intenção de aumentar o quadro de funcionários até 2015. É o que revela a pesquisa "Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira - 2015", realizada pelo Sistema Firjan, em parceria com o Sebrae e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), junto a 415 indústrias em todo o país, com um total de 495.825 trabalhadores. O estudo aponta que 80% dos entrevistados pretendem contratar.
A intenção do empresariado é medida pelo índice de perspectivas profissionais, que tem uma variação de -1 a um ponto. De acordo com a pesquisa, o indicador refletiu maior aumento na expectativa das oportunidades para a área operacional das indústrias, com 0,51. A área de gestão, por sua vez, registrou um índice de 0,48. Nas duas áreas, diz o estudo, as dez profissões que apresentaram os maiores índices de perspectivas profissionais são:
A maioria dos empresários brasileiros tem intenção de aumentar o quadro de funcionários até 2015. É o que revela a pesquisa "Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira - 2015", realizada pelo Sistema Firjan, em parceria com o Sebrae e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), junto a 415 indústrias em todo o país, com um total de 495.825 trabalhadores. O estudo aponta que 80% dos entrevistados pretendem contratar.
A intenção do empresariado é medida pelo índice de perspectivas profissionais, que tem uma variação de -1 a um ponto. De acordo com a pesquisa, o indicador refletiu maior aumento na expectativa das oportunidades para a área operacional das indústrias, com 0,51. A área de gestão, por sua vez, registrou um índice de 0,48. Nas duas áreas, diz o estudo, as dez profissões que apresentaram os maiores índices de perspectivas profissionais são:
- Engenheiro de Petróleo (0,83)
- Engenheiro Ambiental (0,75);
- Técnico em Produção
- Conservação e qualidade de alimentos (0,73);
- Ajudante de obras civis (0,72);
- Analista de sistemas computacionais (0,70);
- Trabalhador da fabricação de cerâmica estrutural para construção (0,70);
- Técnico de produção de indústrias químicas, petroquímicas, refino de petróleo, gás e afins (0,69);
- Técnico em fabricação de produtos plásticos e de borracha (0,67);
- Técnico florestal (0,67)
- Técnico em manipulação farmacêutica (0,67).
Com isso, o destaque foi para os setores ligados a petróleo e petroquímica, construção civil e meio ambiente.
A pesquisa aponta ainda que é cada vez maior a exigência de formação e qualificação para a obtenção de emprego dentro das profissões destacadas. No contexto dos trabalhadores da produção, por exemplo, há forte tendência de limitação do acesso às carreiras dessa natureza para trabalhadores que não tenham especialização (curso técnico) ou curso superior. As duas formações são requisitos preponderantes para 91% das carreiras analisadas, segundo os entrevistados.
A pesquisa aponta ainda que é cada vez maior a exigência de formação e qualificação para a obtenção de emprego dentro das profissões destacadas. No contexto dos trabalhadores da produção, por exemplo, há forte tendência de limitação do acesso às carreiras dessa natureza para trabalhadores que não tenham especialização (curso técnico) ou curso superior. As duas formações são requisitos preponderantes para 91% das carreiras analisadas, segundo os entrevistados.
Outro estudo realizado pelo Sistema Firjan no segundo trimestre de 2010 mostra que as áreas promissoras no Rio de Janeiro estão relacionadas à cadeia produtiva de petróleo; infraestrutura industrial e urbana; serviços pessoais, turismo e hospitalidade; e economia criativa (tecnologia da informação, audiovisual, design, moda). De acordo com a pesquisa de "Nível de Atividade e Perspectivas das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro", no setor produtivo, a área que mais contratará nos próximos meses é a de produção (mecânica, solda, eletricidade, automação), apontada por 60,4% dos empresários entrevistados na pesquisa.
Veja as áreas com melhores oportunidades por regiões do Estado do Rio:
Capital - petroquímica, farmacêutica, alimentos e bebidas, metalurgia/siderurgia, indústria criativa e construção civil.
Baixada (Nova Iguaçu e cidades vizinhas) - construção civil, alimentos, química (perfumaria e cosméticos), madeira e mobiliário e material de transporte (automotiva).
Baixada (Duque de Caxias e cidades vizinhas) - petroquímica, construção civil e móveis.
Centro Norte - bebidas, têxtil/vestuário e construção civil.
Norte- petróleo e gás, construção civil, alimentos e biocombustíveis.
Noroeste - vestuário (jeans), pedras ornamentais, papel e celulose, construção civil e alimentos.
Leste - petroquímica (Comperj), material de transporte (naval), construção civil e farmacêutica.
Serrana - telecomunicações (hardware, software), têxtil, material de transporte (aeronaves), bebidas, têxtil/vestuário e construção civil.
Sul Fluminense - material de transporte (naval/automotiva), metalurgia/siderurgia, construção civil, petroquímica (coque).
Fonte: O Globo
Por todos esses motivos a FARO já protocolou pedido de autorização no MEC para Engenharia de Petróleo e Gás.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Quer investir em uma língua estrangeira? Mandarim pode ser uma boa opção
Nos Estados Unidos, 42% dos empregadores esperam que seus colaboradores falem mandarim em dez anos
Por Gladys Ferraz Magalhães , InfoMoney
Já é consenso que ter fluência em um idioma estrangeiro agrega pontos e aumenta as oportunidades no mercado de trabalho. Entretanto, segundo a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Cristina Reininger, hoje, falar inglês e espanhol já não é considerado um diferencial, uma vez que tais línguas já são requisitos básicos na maior parte das empresas.
Diante disso, diz ela, uma boa opção para quem quer utilizar o idioma como diferencial na busca por uma colocação no disputado mercado de trabalho pode ser falar mandarim. “A tendência é que a procura por profissionais que falem o mandarim cresça, por conta da rápida evolução da economia chinesa”, explica.
Ainda segundo Cristina, atualmente, o mandarim já é exigido por multinacionais que estão abrindo operações na China, sobretudo aos profissionais contratados para estruturação do negócio.
“As empresas querem alguém que aproxime o negócio da cultura, por isso, é importante que o profissional responsável pela estruturação saiba falar o mandarim, visto que a língua pode ser uma barreira”.
Importância
Para se ter uma ideia da importância do mandarim no mercado de trabalho nos próximos anos, um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa da Universidade de Phoenix aponta que 42% dos empregadores nos Estados Unidos esperam que seus colaboradores falem mandarim em dez anos.
No que diz respeito aos trabalhadores, 80% acreditam se tornar proficientes em mandarim no mesmo período. O estudo, conforme publicado no Wall Street Journal, mostra ainda que, em três anos, a matrícula na faculdade de mandarim cresceu 18%, enquanto a de espanhol, por exemplo, subiu 5%.
Para quem deseja investir, o custo médio de um curso de cinco anos é de aproximadamente R$ 24 mil, segundo informa a escola de idiomas Outliers, sendo que, no mandarim, o aluno irá aprender mais fácil e rapidamente falar do que escrever, já que a escrita no idioma demanda bastante esforço e dedicação, pois os ideogramas são memorizados praticamente um a um.
Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/quer-investir-em-uma-lingua-estrangeira-mandarim-pode-ser-uma-boa-opcao/42789/
Por Gladys Ferraz Magalhães , InfoMoney
Já é consenso que ter fluência em um idioma estrangeiro agrega pontos e aumenta as oportunidades no mercado de trabalho. Entretanto, segundo a headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, Cristina Reininger, hoje, falar inglês e espanhol já não é considerado um diferencial, uma vez que tais línguas já são requisitos básicos na maior parte das empresas.
Diante disso, diz ela, uma boa opção para quem quer utilizar o idioma como diferencial na busca por uma colocação no disputado mercado de trabalho pode ser falar mandarim. “A tendência é que a procura por profissionais que falem o mandarim cresça, por conta da rápida evolução da economia chinesa”, explica.
Ainda segundo Cristina, atualmente, o mandarim já é exigido por multinacionais que estão abrindo operações na China, sobretudo aos profissionais contratados para estruturação do negócio.
“As empresas querem alguém que aproxime o negócio da cultura, por isso, é importante que o profissional responsável pela estruturação saiba falar o mandarim, visto que a língua pode ser uma barreira”.
Importância
Para se ter uma ideia da importância do mandarim no mercado de trabalho nos próximos anos, um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa da Universidade de Phoenix aponta que 42% dos empregadores nos Estados Unidos esperam que seus colaboradores falem mandarim em dez anos.
No que diz respeito aos trabalhadores, 80% acreditam se tornar proficientes em mandarim no mesmo período. O estudo, conforme publicado no Wall Street Journal, mostra ainda que, em três anos, a matrícula na faculdade de mandarim cresceu 18%, enquanto a de espanhol, por exemplo, subiu 5%.
Para quem deseja investir, o custo médio de um curso de cinco anos é de aproximadamente R$ 24 mil, segundo informa a escola de idiomas Outliers, sendo que, no mandarim, o aluno irá aprender mais fácil e rapidamente falar do que escrever, já que a escrita no idioma demanda bastante esforço e dedicação, pois os ideogramas são memorizados praticamente um a um.
Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/quer-investir-em-uma-lingua-estrangeira-mandarim-pode-ser-uma-boa-opcao/42789/
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Consultores alertam sobre erros que reprovam candidatos em entrevistas
Consultores alertam sobre os erros que reprovam candidatos em um processo de seleção.
Edição do dia 24/01/2011
24/01/2011 14h37 - Atualizado em 25/01/2011 14h23
Se você vai se preparar para uma entrevista de estágio, estude ortografia. Um teste feito com mais de oito mil candidatos reprovou quase a metade na hora do ditado.
Outros problemas também podem reprovar candidatos a uma vaga de emprego.
Um dos erros mais comuns é o excesso nas roupas. “O candidato, durante a dinâmica, procura um destaque e muitas vezes ele pode pecar nisso, porque vira um excesso. Acaba sendo ruim para ele”, alerta Wagner Bezerra, consultor RH.
Se a vaga pede fluência em idiomas, você não precisa responder a entrevista em inglês ou espanhol.
Não demonstre antipatia, ansiedade e arrogância. Nem mostre intimidade exagerada com os candidatos e entrevistadores. “O considerado comum nas pessoas é se comportar de uma maneira em cada lugar e na entrevista de emprego não é diferente. Você está numa situação coorporativa, então tem que se comportar como tal”, diz o consultor.
Se a questão é postura, problemas pessoais devem ficar em casa. “Problemas acontecem. O que faz o diferencial é a maneira que o candidato explica a situação. Evitar dar uma de coitado. Isso não vai agregar nada, ele não vai conseguir se destacar”, afirma Wagner.
Passamos a vida inteira falando português, estudamos essa matéria por, no mínimo, 11 anos na escola. Falar e escrever bem são um dos maiores obstáculos para quem procura um emprego.
Uma empresa está há oito meses com uma vaga de estágio aberta porque não encontra candidatos que acertem todas as palavras de um único ditado.
O mesmo teste foi aplicado em oito mil candidatos. Quase a metade deles foi reprovada. Só 1,9% acertou as 30 palavras do ditado como exceção, majestoso, seiscentos e desajeitado.
“Uma pessoa que não domina nem seu próprio idioma, como ela vai poder se destacar na empresa? Como vai utilizar outro idioma? Como na Copa, nas Olimpíadas?”, diz Carmen Alonso, gerente de treinamento.
Outra recomendação: tome cuidado com as gírias. “Nas redes sociais, no MSN, ela pode tranquilamente usar uma linguagem mais informal, mas para um universo empresarial, a partir do momento que o funcionário representa a empresa, a exigência é muito alta”, alerta a gerente de treinamento.
Fonte: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/01/consultores-alertam-sobre-erros-que-reprovam-candidatos-em-entrevistas.html?utm_source=g1&utm_medium=email&utm_campaign=sharethis
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Como elaborar o seu currículo: Mercado de Trabalho Regional - Peculiaridades
Por Rafael de Souza – Especialista em Gestão de Pessoas
twitter/oportunidadeja ou rafaelsoz@hotmail.com
13/01/2011
A relação entre ofertas de estágio/emprego, demanda de candidatos e necessidade de mão-de-obra qualificada tornou-se um verdadeiro paradoxo no mercado de trabalho atual; enquanto as empresas se queixam da ausência de profissionais qualificados no mercado de trabalho, os candidatos a vagas de estágio/emprego se queixam da alta competitividade na busca de espaço no mercado de trabalho atual.
Diante do cenário apresentado no parágrafo anterior, o mercado de trabalho da região do Vale do Paraíba e, talvez, em outras regiões do Brasil, tem apresentado características peculiares, como a falta de profissionais com formação técnica, principalmente na área de mecânica e controle de qualidade e, também, o baixo número de candidatos a estágio com inglês em nível avançado ou fluente.
Com a mercadorização do ensino no Brasil e por meio dos programas de incentivo à educação do governo federal nacional (FIES e ProUNI) o acesso ao ensino superior foi facilitado, deste modo, os jovens egressos do ensino médio passaram a ingressar diretamente no ensino superior e deixaram de realizar cursos profissionalizantes e/ou de qualificação técnica, o que, provavelmente, contribui para a falta de profissional com este tipo de formação.
O baixo número de profissionais com fluência no idioma inglês é um dos maiores entraves a candidatos a uma vaga de estágio nas empresas, principalmente em empresas multinacionais. As empresas nacionais têm a necessidade de se conectar com o mundo, seja para realizar exportação de seus produtos e/ou serviços ou até para utilização e/ou aquisição de produtos, serviços, técnicas e tendências disponíveis apenas no mercado internacional. Os profissionais que ainda não possuem fluência em um segundo idioma e desejam realizar um curso para tal finalidade devem optar por uma instituição de ensino que não priorize apenas a comunicação oral, uma vez que grande parte dos processos seletivos, para vagas de emprego/estágio, possui testes e entrevistas que irão avaliar não somente a comunicação oral do segundo idioma, mas, também, os conhecimentos sobre a estrutura da língua.
Diante das peculiaridades apresentadas acima, fica claro que aqueles que buscam um espaço no mercado de trabalho têm que ficar atentos às reais necessidades do mercado de trabalho, pois, por exemplo, somente ter um diploma de ensino superior não é garantia de emprego há muito tempo.
Para finalizar, é importante salientar que o mercado de trabalho atual e, muito possivelmente, no médio e longo prazo, apresenta algumas áreas promissoras em relação a oportunidades profissionais, principalmente aquelas relacionadas à tecnologia, ciência e pesquisa, responsabilidade sócio-ambiental, serviços especializados, comércio exterior, crescimento e desenvolvimento econômico do país etc.
twitter/oportunidadeja ou rafaelsoz@hotmail.com
13/01/2011
A relação entre ofertas de estágio/emprego, demanda de candidatos e necessidade de mão-de-obra qualificada tornou-se um verdadeiro paradoxo no mercado de trabalho atual; enquanto as empresas se queixam da ausência de profissionais qualificados no mercado de trabalho, os candidatos a vagas de estágio/emprego se queixam da alta competitividade na busca de espaço no mercado de trabalho atual.
Diante do cenário apresentado no parágrafo anterior, o mercado de trabalho da região do Vale do Paraíba e, talvez, em outras regiões do Brasil, tem apresentado características peculiares, como a falta de profissionais com formação técnica, principalmente na área de mecânica e controle de qualidade e, também, o baixo número de candidatos a estágio com inglês em nível avançado ou fluente.
Com a mercadorização do ensino no Brasil e por meio dos programas de incentivo à educação do governo federal nacional (FIES e ProUNI) o acesso ao ensino superior foi facilitado, deste modo, os jovens egressos do ensino médio passaram a ingressar diretamente no ensino superior e deixaram de realizar cursos profissionalizantes e/ou de qualificação técnica, o que, provavelmente, contribui para a falta de profissional com este tipo de formação.
O baixo número de profissionais com fluência no idioma inglês é um dos maiores entraves a candidatos a uma vaga de estágio nas empresas, principalmente em empresas multinacionais. As empresas nacionais têm a necessidade de se conectar com o mundo, seja para realizar exportação de seus produtos e/ou serviços ou até para utilização e/ou aquisição de produtos, serviços, técnicas e tendências disponíveis apenas no mercado internacional. Os profissionais que ainda não possuem fluência em um segundo idioma e desejam realizar um curso para tal finalidade devem optar por uma instituição de ensino que não priorize apenas a comunicação oral, uma vez que grande parte dos processos seletivos, para vagas de emprego/estágio, possui testes e entrevistas que irão avaliar não somente a comunicação oral do segundo idioma, mas, também, os conhecimentos sobre a estrutura da língua.
Diante das peculiaridades apresentadas acima, fica claro que aqueles que buscam um espaço no mercado de trabalho têm que ficar atentos às reais necessidades do mercado de trabalho, pois, por exemplo, somente ter um diploma de ensino superior não é garantia de emprego há muito tempo.
Para finalizar, é importante salientar que o mercado de trabalho atual e, muito possivelmente, no médio e longo prazo, apresenta algumas áreas promissoras em relação a oportunidades profissionais, principalmente aquelas relacionadas à tecnologia, ciência e pesquisa, responsabilidade sócio-ambiental, serviços especializados, comércio exterior, crescimento e desenvolvimento econômico do país etc.
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